Projeto Sangue Suga Estudo de Viabilidade · Flórida (EUA) · LZR Technologies

Seção 1 — Resumo Executivo

Estudo de viabilidade para uma empresa de coleta de sangue e/ou plasma na Flórida (foco Palm Beach, Broward, Miami-Dade). Esta é a síntese para decisão rápida; o detalhamento está nas seções seguintes.

O negócio faz sentido?

Depende radicalmente do modelo. “Coleta de sangue” não é um negócio único — é um espectro que vai de um simples posto de coleta de exames (barreira baixa) até um banco de sangue ou centro de plasma licenciado pela FDA (barreira altíssima). Focando nas duas âncoras escolhidas:

Qual modelo é o mais viável?

Source plasma center, estruturado como entidade dedicada e com offtake pré-contratado. Nota de atratividade: 6,5/10 (vs. 2/10 do blood bank de transfusão).

Sobre operar os dois na mesma empresa (o cenário pedido): é juridicamente possível, mas não há precedente de mercado de transfusão (voluntário) + source plasma (pago) sob o mesmo teto. A recomendação é holding com subsidiárias separadas e separadamente licenciadas, começando pelo plasma.

Principais riscos

Risco Modelo Gravidade
Não conseguir offtake (poucos compradores; oligopsônio) Plasma Fatal
Licença FDA (18-24 meses) + CapEx alto antes de faturar Plasma Alto
Mercado saturado/em consolidação (FL já é #2, com 92 centros) Plasma Alto
Não conseguir vender a hospitais (OneBlood + rótulo doador pago) Transfusão Fatal
Margem cost-recovery / prejuízo Transfusão Alto

Principais oportunidades

Recomendação clara

  1. Entrar apenas pelo Source Plasma. Não montar blood bank de transfusão.
  2. Offtake primeiro: buscar carta de intenção/supply agreement com um fracionador (idealmente ADMA/regional) antes de comprometer capital — de preferência com financiamento do parceiro (modelo ImmunoTek↔︎Grifols).
  3. Estrutura: holding + subsidiária de plasma licenciada; considerar nicho de especialidade.
  4. Não tentar fundir transfusão + plasma numa única razão social.

Quanto custa e quanto demora (ordem de grandeza)

Ressalva: fora do escopo destas duas âncoras, o estudo regulatório (Seções 2-3) mostra que o caminho de menor barreira seria coleta laboratorial / mobile phlebotomy (sem licença estadual na FL, sem CLIA próprio). As duas âncoras aqui avaliadas são, deliberadamente, as de maior barreira — a escolha se justifica se a meta for um ativo defensável de alto valor, e não a entrada mais rápida.